Como Saber se a Praia Está Própria para Banho no Litoral de São Paulo

Como Saber se a Praia Está Própria para Banho no Litoral de São Paulo

Para quem planeja desfrutar das férias de verão no litoral de São Paulo, especialmente com a família e crianças pequenas, há um cuidado essencial que jamais deve ser negligenciado: consultar o boletim de balneabilidade das praias, elaborado semanalmente pela Cetesb. Em outras palavras, saber se as praias estão próprias para banho ou não.

Essa prática simples, porém extremamente relevante, pode evitar transtornos de saúde e garantir uma experiência de lazer mais segura e tranquila.

Tá, mas o que é balneabilidade e por que ela é tão importante?

O termo balneabilidade vem da denominação técnica utilizada para indicar se a água do mar está adequada ou não para o banho humano.

Em outras palavras, trata-se de uma avaliação sanitária que mede o nível de segurança da água para atividades recreativas, como nadar, brincar ou mergulhar.

Aqui no estado de São Paulo, a Cetesb realiza um dos monitoramentos costeiros mais abrangentes do país.

Semanalmente, cerca de 175 praias do litoral paulista são analisadas, abrangendo o Litoral Norte, Baixada Santista e Litoral Sul.

Cada ponto monitorado recebe uma classificação objetiva e de fácil compreensão:

  • Própria – quando a água apresenta condições sanitárias adequadas para o banho; ✅
  • Imprópria – quando há risco à saúde dos banhistas. ❌

Essa classificação não é aleatória nem subjetiva: ela se baseia em critérios microbiológicos rigorosos, alinhados a padrões nacionais e internacionais de saúde ambiental.

Como é feita a coleta da água do mar?

Um aspecto que transmite credibilidade ao boletim de balneabilidade é o método padronizado de coleta.

As amostras são retiradas exatamente no ponto onde os banhistas costumam entrar no mar, garantindo que os resultados reflitam a realidade vivenciada por quem frequenta a praia.

A coleta ocorre:

  • Sempre no mesmo local;
  • No mesmo horário;
  • A aproximadamente 1 metro de profundidade.

Essa padronização é fundamental para permitir comparações semanais confiáveis e para identificar variações reais na qualidade da água, e não distorções causadas por diferenças no método de coleta.

Quando e onde consultar o boletim de balneabilidade para saber se praia está imprópria ou própria para banhos?

Os resultados são divulgados todas as quintas-feiras, quando a Cetesb publica o boletim atualizado em seu site oficial e também em seu aplicativo, disponível para Android e iOS.

Além disso, nas praias monitoradas, ocorre a troca das bandeiras de sinalização, que funcionam como um alerta visual imediato para os banhistas.

De forma geral:

  • Bandeira verde indica praia própria;
  • Bandeira vermelha indica praia imprópria.

Mesmo assim, é altamente recomendável que o visitante não se limite apenas à observação da bandeira, mas consulte o boletim completo, especialmente se pretende permanecer vários dias na região ou visitar praias diferentes, como a charmosa e procurada Praia de Paúba, em São Sebastião.

O que significa, na prática, uma praia imprópria?

Quando uma praia é classificada como imprópria, isso significa que não é aconselhável nadar ou ter contato direto com a água do mar naquele período.

Bem, em grande parte dos casos, essa condição está relacionada à presença elevada de micro-organismos indicadores de contaminação fecal, como:

  • Coliformes termotolerantes;
  • Escherichia coli (E. coli);
  • Enterococos.

Esses micro-organismos estão fortemente associados à poluição por esgoto, seja ele doméstico, clandestino ou decorrente de extravasamentos após chuvas intensas.

Entretanto, é importante destacar que nem toda classificação como imprópria decorre diretamente de esgoto.

Segundo a própria Cetesb, outros fatores ambientais podem comprometer temporariamente a balneabilidade, como:

  • Floração excessiva de algas;
  • Derramamentos de óleo ou combustíveis;
  • Descargas acidentais de poluentes químicos;
  • Alterações naturais associadas a marés, ventos e chuvas.

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Quais são os riscos à saúde?

O contato com águas classificadas como impróprias pode resultar em diversos problemas de saúde, especialmente do trato gastrointestinal.

Entre os sintomas mais comuns estão:

  • Diarreia;
  • Vômitos;
  • Náuseas;
  • Dor abdominal;
  • Febre.

Em alguns casos, sobretudo em pessoas mais vulneráveis como: crianças, idosos e indivíduos com imunidade reduzida, pois podem ocorrer infecções mais graves, que exigem atendimento médico.

Por essa razão, a atenção deve ser redobrada principalmente quando há crianças envolvidas.

Crianças pequenas tendem a engolir água do mar com facilidade, além de colocarem as mãos molhadas na boca e nos olhos, aumentando significativamente o risco de contaminação.

Crianças na praia: cuidado nunca é demais

Durante as férias de verão, é comum que famílias passem horas na areia e no mar.

No entanto, quando se trata de balneabilidade, não vale “dar bobeira”. Mesmo que a água pareça limpa visualmente, apenas a análise laboratorial é capaz de atestar se ela é segura.

Portanto, antes de liberar as crianças para o banho de mar, verifique:

  • A classificação atual da praia no boletim da Cetesb;
  • Se houve chuvas fortes nas últimas 24 horas;
  • A presença de rios, canais ou córregos próximos ao ponto onde a família pretende ficar.

Recomendações oficiais da Cetesb

A Cetesb orienta que algumas medidas preventivas sejam adotadas, mesmo em praias classificadas como próprias:

  1. Evite entrar no mar por pelo menos 24 horas após chuvas intensas, pois o escoamento superficial pode carregar poluentes e esgoto para o oceano.
  2. Mantenha distância de rios, canais e córregos que deságuam no mar, uma vez que esses locais podem receber despejos irregulares de esgoto.
  3. Observe a sinalização local e respeite as bandeiras informativas.
  4. Caso apresente sintomas gastrointestinais após o banho de mar, procure orientação médica.

Essas recomendações são fundamentadas em estudos ambientais e epidemiológicos que demonstram a relação direta entre qualidade da água e saúde pública.

A balneabilidade é definitiva?

Não. Um ponto extremamente importante é compreender que a classificação de balneabilidade é sempre temporária.

Ela pode mudar de uma semana para outra, de acordo com os resultados das amostragens mais recentes e com as condições ambientais do período.

Uma praia considerada imprópria em determinada semana pode voltar a ser própria na semana seguinte, e o inverso também é verdadeiro.

Por isso, a consulta deve ser recorrente, especialmente durante estadias mais longas no litoral.

Concluindo

Consultar o boletim de balneabilidade da Cetesb não é apenas uma formalidade: trata-se de um ato de responsabilidade com a própria saúde e com a segurança da família.

Em um estado com praias tão belas e diversificadas como as de São Paulo, informação de qualidade é a melhor aliada para aproveitar o verão com tranquilidade.

Antes de estender a canga, abrir o guarda-sol e liberar as crianças para o mar, dedique alguns minutos à verificação da qualidade da água.

Pequenas atitudes preventivas fazem toda a diferença para as férias serem lembradas apenas pelos bons momentos, e não por perrengues desnecessários. Prevenir ainda é o melhor remédio!

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Gisele Quagliato

Gisele Quagliato, mãe de 3 crianças que adora compartilhar dicas para outras mães na internet. Nas horas vagas que escreve e compartilha conhecimentos nos assuntos sobre maternidade, desenvolvimento, praticidades, rotina, beleza, saúde, viagens, dentre outros assuntos.

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